12/03/2011

Escravo de si

Como não poder gritar, não há ouvidos que queiram
Como espernear, não há olhos ligados a garganta [...]
Estar preso em si, como não ter mãos a alcançar, presenças que diluem o desejo de já estar

Celas frente a frente, olhos com burburinhos
Boca longe, estar no tronco eu ousaria, permanecer suportaria?!
Estar na vitrina ou na prisão, sem placa ou luz para a retaliação

Em algum lugar eu vou estar, perto do mar ou do sertão
Já não espero a vinda, já não largo o presente dos ventos
Sou a Fênix de minha própria existência.
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