14/01/2014

Escolhi Partir

Tem dias que a vida parece tão pequena que eu não sei onde me esconder, busco um outro mundo, maior e até construído por mim para esconder minha solidão, minha cara de tristeza e minhas fraquezas.
Tem dias que a vida é grande demais, em que um sorriso fica perdidão nesse mundo de meu Deus, o mundo parece careta, as pessoas parecem mais limitadas que o normal, ou é isso ou é alegria demais da conta, que aliás, não é da conta de ninguém.
Tem dias que o mundo é pequeno demais pra nós dois, tem dias que o mundo é pequeno demais para mim.
É uma falta de paciência, um tic-tac que mata mais que a via expressa.

Eu vejo jovens perdidos, jovens iludidos, de tudo que é jeito e qualidade.. sabe, parei até de contar! o que não passa pela minha fatal percepção eu deixo passar (quase nada, por enquanto), sem mais questionamentos, sem outro interesse, que não haveria de ter porque nunca teve sentido por assim dizer.

Empalado
Pálido
Lido .. friamente, lido cada página e constatado o fatídico fim da humanidade. Triste fim.

De nada adiantou se adiantar, não chegou antes do dia nascer, perdeu tempo, jogou com o tempo, inocentemente julgou ser capaz de suportar a aposta de ser inconsequente sem consequências; eu observava da janela da minha casa os muros que não me deixavam ver a destruição das vidas que brincam de viver, que fazem de si a rainha de copas e dos outros seu joguinho particular. Acorde.

Eu tenho que ir, sempre tenho que ir..
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