29/01/2014

Na Semana do Dia Internacional de Memória ao Holocausto o Mundo Lembra Suas Vítimas

"8.861.800, esse foi o número provável de judeus sob o controle direto ou indireto dos nazistas nos países europeus. E calcula-se que eles exterminaram mais de dois terços deles, ou 5.933.900. Os números são a tal ponto gritantes que, se assassinassem um judeu por minuto, a máquina de destruição humana montada pelos nazistas demoraria dez anos trabalhando 24 horas por dia." (O Colecionador de Lágrimas - August Cury)

Os cerca de 6 milhões de judeus mortos pelo regime nazista são homenageados pelas Nações Unidas esta segunda-feira (27/01/2014), Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto.

A Assembleia Geral faz uma cerimônia especial, com a participação do diretor de cinema Steven Spielberg, que também criou a Fundação Shoah, logo após lançar o filme A Lista de Schindler.

Para observar a data, a ONU e o Museu Estadounidense Memorial do Holocausto estão divulgando o documentário "A Trajetória do Genocídio Nazista", que está sendo exibido em vários países. A TV Brasil transmitiu o filme na noite de domingo, no programa DOC Especial.

Auschwitz

O Secretário-Geral da ONU visitou o campo de Auschwitz em novembro do ano passado e afirma ter sido um momento inesquecível. Numa mensagem, Ban Ki-moon relembra ter visto "o que restou da horrível máquina do genocídio".

Ele cita os locais onde "judeus, povos roma e sinti, homossexuais e pessoas com deficiência passaram seus últimos dias nas condições mais brutais".

O Secretário-Geral destaca que a ONU foi fundada para prevenir que este tipo de horror voltasse a acontecer. Mas Ban Ki-moon lamenta que tragédias em "Camboja, Ruanda e Srebrenica mostrem que o veneno do genocídio continua escorrendo".

Dignidade

Ban espera que os povos do mundo unam forças neste Dia Internacional numa "jornada por um mundo digno e igual para todos".

A alta comissária para os Direitos Humanos também divulgou uma mensagem em memória às vítimas do Holocausto. Navi Pillay sugere a "todos os que negam a existência do genocídio, são anti-semitas ou não têm tolerância racial, religiosa e étnica", que visitem um campo de concentração nazista.

Segundo Pillay, que também esteve em Auschwitz, é "humilhante e angustiante a experiência de sentir a frieza do mal e da enorme tragédia que atravessou paredes e terrenos" do campo.

Crimes de Guerra

A alta comissária destaca que ainda hoje, pessoas são perseguidas e discriminadas por sua raça, religião, origem, orientação sexual ou posição política. Ela cita a situação na Síria, na República Centro-Africana e no Sudão do Sul.

Por isso, Navi Pillay diz ser preciso "parar de fechar os olhos para os sinais alarmantes das sérias violações aos direitos humanos", independente de onde ocorrem.

A alta comissária afirma que por enquanto, resta honrar milhões de pessoas assassinadas por outros seres humanos, que utilizaram a propaganda e a política do ódio para justificar tais crimes de guerra.

Por: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Veja algumas fotos:

Idoso toca o muro em que estão gravados os nomes das vítimas do regime nazista no Memorial do Holocausto de Budapeste, na Hungria. O dia da libertação do campo de concentração de Auschwitz lembra os seis milhões de judeus mortos no genocídio, sendo que mais de meio milhão eram húngaros. Foto: Laszlo Balogh/Reuters.


Membros de uma delegação do Knesset, o Parlamento de Israel, visitam o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia para marcar o Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto. Foto: Kacper Pempel/Reuters.


Homem visita memorial coberto de neve em Berlim no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. O genocídio promovido pelo regime nazista é lembrado na data de libertação do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Foto: Markus Schreiber/AP.



Um sobrevivente do Holocausto visita o campo de Auschwitz. (27/1/2014). Foto: Reuters/Kacper Pempel.


Uma sobrevivente do Holocausto anda pelo campo de concentração de Auschwitz. (27/1/2014). Foto: Reuters/Kacper Pempel.


Em Budapeste, uma mulher húngara que sobreviveu ao Holocausto acende uma vela com sua parente em frente ao muro que contém todos os nomes das vítimas do Holocausto na Hungria. Foto: Reuters/Laszlo Balogh.


Cerca do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birknau, na Polônia, o mais icônico da Segunda Guerra Mundial. Foto: Reuters/Kacper Pempel.


No museu Yad Vashem, em memória do Holocausto, em Jerusalém, visitantes observam o "Hall dos Nomes", com paredes e teto cobertos por nomes e fotos de vítimas. Foto: Uriel Sinai/Getty Images.


Soldados israelenses no museu Yad Vashem, em Israel. No chão, há sapatos usados pelas vítimas do Holocausto. Foto: Uriel Sinai/Getty Images.


Flores são deixadas na escultura "Trens da Vida-Trens da Morte", dos artistas Frank Meisler e Arie Ovadia, em estação de trem em Berlim, Alemanha. A escultura faz parte do Memorial Kindertransport. Ela e outras três obras lembram as 10 mil crianças judias que foram salvas ao serem transportadas da Alemanha para a Inglaterra, meses antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial. Elas homenageiam, também, as 1,6 milhão de crianças que foram mortas no Holocausto. (27/1/2014). Foto: Reuters/Tobias Schwarz.


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