28/02/2014

Oscar 2014 - Veja a lista dos indicados e vencedores na 86° Premiação

A cerimônia do Oscar 2014 aconteceu em 2 de março, em pleno domingo de Carnaval, com Ellen DeGeneres como apresentadora e transmissão ao vivo pela TV por assinatura pelo canal TNT.

"12 Anos de Escravidão" é o Melhor Filme, mas "Gravidade" é o grande vencedor da noite com 7 estatuetas.

Entre os principais indicados estavam os filmes "Gravidade" e "Trapaça", com dez cada. O longa "12 Anos de Escravidão" conquistou nove indicações, entre elas a de melhor filme, melhor ator para Chiwetel Ejiofor e diretor para Steve McQueen. Empatados com seis indicações cada ficaram "Capitão Phillips", "Nebraska" e "Clube de Compras Dallas". Já "Ela" e "O Lobo de Wall Street" conquistaram cinco indicações.

A produção brasileira inscrita para concorrer ao prêmio de melhor filme em língua estrangeira, "O som ao redor", de Kléber Mendonça Filho, já está fora da disputa desde o dia 20 de dezembro, quando foi divulgada uma lista de nove pré-selecionados para a categoria.


Veja a Lista Completa dos Indicados e Vencedores:

MELHOR FILME
Trapaça |Palpite do Blogueiro|
12 Anos de Escravidão
Gravidade
O Lobo de Wall Street
Clube de Compras Dallas
Ela
Capitão Phillips
Nebraska
Philomena

MELHOR DIRETOR
Steve McQueen (12 Anos de Escravidão)
David O. Russell (Trapaça) |Palpite do Blogueiro|
Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street)
Alfonso Cuarón (Gravidade)
Alexander Payne (Nebraska)

MELHOR ATOR
Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão)
Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas) |Palpite do Blogueiro|
Bruce Dern (Nebraska)
Christian Bale (Trapaça) 
Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)

MELHOR ATRIZ
Amy Adams (Trapaça) |Palpite do Blogueiro|
Sandra Bullock (Gravidade)
Cate Blanchett (Blue Jasmine)
Judi Dench (Philomena)
Meryl Streep (Álbum de Família)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão)
Bradley Cooper (Trapaça) 
Barkhad Abdi (Capitão Phillips)
Jared Leto (Clube de Compras Dallas) |Palpite do Blogueiro|
Jonah Hill (O Lobo de Wall Street) 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Lupita Nyong'o (12 Anos de Escravidão)
Jennifer Lawrence (Trapaça) |Palpite do Blogueiro|
Julia Roberts (Álbum de Família)
June Squibb (Nebraska)
Sally Hawkins (Blue Jasmine)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Os Croods
Ernest e Célestine
Frozen - Uma Aventura Congelante |Palpite do Blogueiro|
Vidas ao Vento
Meu Malvado Favorito 2

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Alabama Monroe (Bélgica) |Palpite do Blogueiro|
A Grande Beleza (Itália) 
A Caça (Dinamarca)
Omar (Palestina)
A Imagem que Falta (Camboja)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A um Passo do Estrelato
O Ato de Matar
A Praça Tahrir |Palpite do Blogueiro|
Cutie and the Boxer
Guerras Sujas

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Woody Allen (Blue Jasmine)
Spike Jonze (Ela) |Palpite do Blogueiro|
Bob Nelson (Nebraska)
Eric Singer e David O. Russell (Trapaça)
Craig Borten e Melisa Wallack (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
John Ridley (12 Anos de Escravidão) |Palpite do Blogueiro|
Julie Delpy, Ethan Hawke e Richard Linklater (Antes da Meia-noite)
Billy Ray (Capitão Phillips)
Terence Winter (O Lobo de Wall Street)
Steve Coogan e Jeff Pope (Philomena)

MELHOR FOTOGRAFIA
Philippe Le Sourd (O Grande Mestre)
Emmanuel Lubezki (Gravidade) |Palpite do Blogueiro|
Bruno Delbonnel (Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum)
Phedon Papamichael (Nebraska)
Roger Deakins (Os Suspeitos)

MELHOR TRILHA SONORA
Alexandre Desplat (Philomena)
William Butler e Owen Pallett (Ela) |Palpite do Blogueiro|
John Williams (A Menina que Roubava Livros)
Steven Price (Gravidade)
Thomas Newman (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"Let It Go" (Frozen - Uma Aventura Congelante)
"The Moon Song" (Ela) |Palpite do Blogueiro|
"Ordinary Love" (Mandela) 
"Alone Yet Not Alone" (Alone Yet Not Alone)
"Happy" (Meu Malvado Favorito 2)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
12 Anos de Escravidão
Gravidade
O Grande Gatsby
Trapaça |Palpite do Blogueiro|
Ela

MELHOR MAQUIAGEM
O Cavaleiro Solitário
Vovô Sem Vergonha
Clube de Compras Dallas |Palpite do Blogueiro|

MELHOR FIGURINO
12 Anos de Escravidão
Trapaça |Palpite do Blogueiro|
O Grande Gatsby
The Invisible Woman
O Grande Mestre

MELHOR EDIÇÃO
Jay Cassidy e Crispin Struthers (Trapaça)
Christopher Rouse (Capitão Phillips)
Alfonso Cuarón e Mark Sanger (Gravidade) |Palpite do Blogueiro|
Joe Walker (12 Anos de Escravidão)
Clube de Compras Dallas

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Gravidade |Palpite do Blogueiro|
O Hobbit: A Desolação de Smaug 
Homem de Ferro 3
O Cavaleiro Solitário
Além da Escuridão - Star Trek

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Até o Fim
Capitão Phillips
Gravidade |Palpite do Blogueiro|
O Grande Herói
O Hobbit: A Desolação de Smaug

MELHOR MIXAGEM DE SOM
O Hobbit: A Desolação de Smaug 
Capitão Phillips
Gravidade |Palpite do Blogueiro|
Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum
O Grande Herói

MELHOR CURTA-METRAGEM
Aquel No Era Yo 
Helium |Palpite do Blogueiro|
Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa?
The Voorman Problem
Avant Que De Tout Perdre (Just Before Losing Everything) *

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Get a Horse!
Feral |Palpite do Blogueiro|
Mr. Hublot
Possessions
Room on the Broom

MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO
Facing Fear
Karama Has No Walls
The Lady in Number 6: Music Saved My Life |Palpite do Blogueiro|
Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall
CaveDigger


24/02/2014

Sem Motivos

Cena do filme "Her"
Poderia descrever os últimos dias e isso não seria muito interessante, normalmente buscamos o que nos deixa confortável, durante essa leitura permaneceriam os problemáticos e os que sentem prazer na dor.. entendi que muitas vezes os olhos dos indivíduos que fitam nossos passos não são tão bons assim, querem buscar algo que nunca tenham visto e talvez despertar uma sensação nova; eis a grande novidade desse mundo, a busca por coisas que nos preencham de um forma nunca vista e nunca alcançada, é uma ilusão criada e alimentada durante todos os momentos em que paramos refletindo sobre a vida.

Não, não me sinto no direito de julgar o que você deva buscar ou tentar viver, sinceramente acho que temos o direito a isso e, sem ser hipócrita, também busco a todo instante um sentido ou uma forma de encontrar na vida aquele ponto, aquela vírgula, aquela frase salvadora ou inebriante.. encontro dois pontos sempre.. talvez medo demais para parar em um ponto final, talvez controlador demais para ter uma reticências colocando reflexões onde talvez não devam existir. Como sempre posso não descrever momentos, mas nunca escaparei dos meus sentimentos.

Gostaria de chorar com mais frequência, verdade, dizem que alivia a carga, dizem que cura.. mas o que ha de errado em mim? esse sou eu, esse ser mutável, chato, que espera ser o melhor para alguém que nunca vai chegar; como tenho certeza? crio expectativas demais e esse talvez seja um motivo para acreditar nisso. Existe uma linha tênue entre estar bem e ser feliz.. sempre vou estar bem, exitem momentos de felicidade para me deixarem bem, vão existir motivos para estar bem; ser feliz talvez seja minha utopia. Uso muito "talvez" e isso talvez (rs) descreva minha insegurança em estar tão seguro.. minha completa loucura e sanidade na esperança de estar errado em um determinado dia da minha existência.

12/02/2014

"A Vida em Tons de Cinza" - Ruta Sepetys, A História de 20 Milhões de Esquecidos.

"Se eu lhes entregasse minha dignidade, o que iria me restar?"


Sinopse: 1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias.



Embora os personagens do livro sejam fictícios, ele foi baseado em uma história real. Ruta Sepetys, a autora, é descendente de Lituanos e conversou com pessoas que enfrentaram esse pesadelo e sobreviveram, embora suas vozes tenham sido caladas durante anos pelo medo. Muitas dessas experiências foram incorporadas a estória de Lina Vilkas. O que deixa o livro ainda mais tocante, mais real.

"Eles estavam esperando. Uma mulher que também constava da lista estava dando a luz um bebê. Assim que o cordão umbilical fosse cortado, os dois seriam jogados dentro do veículo." 

Estima-se que 20 milhões de pessoas sucumbiram nas mãos de Stalin, os países bálticos perderam um terço de sua população e mesmo aqueles que sobreviveram às inumanidades soviéticas, não podiam contar a absolutamente ninguém, ou seriam mandados de volta para seus campos de trabalho forçado.

“Era arriscado carregar ou guardar nossa ração de quando Ivanov estava por perto. Ele adorava roubar nossa comida. Trezentos gramas. Era só o que recebíamos. Certa vez, eu o vi arrancar um pedaço de pão de uma velha. Ele o enfiou na boca. A mulher ficou olhando, sua boca vazia mastigando junto com a dele. Ele cuspiu o pão no pé dela. Ela se jogou no chão para pegar e comer cada pedaço.”

O livro de Ruta Sepetys é uma mensagem de amor. Ele desperta reflexão, profunda comoção e mostrou o poder que a compaixão tem de manter as pessoas de pé, quando isso é a única coisa que elas tem.

"Vocês algum dia já pensaram em quanto vale a vida de uma pessoa? Naquela manhã, a vida do meu irmão custou um relógio de bolso."

Leiam "A Vida Em Tons de Cinza", pesquisem, contem a alguém, reflitam. Coisas como a história de Lina ainda acontecem e só se perpetuam porque grande parte do mundo não sabe. Quando me refiro a mundo, quero dizer a população e não apenas seus lideres.

Book Trailer:

Site oficial da autora: http://rutasepetys.com/

Créditos:
http://www.skoob.com.br/livro/180509-a_vida_em_tons_de_cinza

" No auge do inverno, finalmente percebi que dentro de mim havia um verão invencível. " - Albert Camus

03/02/2014

Teoria das Janelas Quebradas


Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava a uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras. Induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piore, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Baseado nessa experiência foi desenvolvido a ‘Teoria das Janelas Partidas’, que conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espaços são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, pois aos dos abusos de autoridade da polícia deve-se também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.

A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.

Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.

Reflita sobre isso!

Via: http://clinicaalamedas.wordpress.com/2013/08/25/teoria-das-janelas-partidas/

Fonte original: acesse o artigo
http://www.manhattan-institute.org/pdf/_atlantic_monthly-broken_windows.pdf